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A Questão da Sexualidade

April 3, 2015

 

 

A questão da sexualidade, com toda a grandiosidade do seu poder vital e com todo o seu histórico de repressão, não pode ser resolvida se temos em vista apenas resolver nossas necessidades ou insatisfações sexuais com nossos parceiros.

A questão da sexualidade envolve a nossa reconexão com a feminilidade, a aceitação e contemplação dos aspectos selvagens, eróticos e místicos da nossa personalidade e da vida.

 

Cuidarmos da nossa sexualidade não significa a busca por mais ou menos orgasmos ou prazer em nossa atividade sexual. Cuidar da nossa sexualidade significa buscarmos a libertação da noção de amor ligada aos sentimentos de posse, apego, dependência e ciúmes com todos os condicionamentos que surgem dessa noção. Significa olhar para essas emoções quando elas surgem e perceber que são apenas ondas no oceano da consciência.

 

Uma longa era de patriarcalismo e submissão do feminino clama pelo seu findar. Este findar é o chamado para nos reconectarmos à Mãe Terra, para cessarmos a luta de competição entre os gêneros. Para vivermos em comunidade como irmãos e irmãs que se amam e se respeitam. Acessarmos novamente a sabedoria do círculo.

 

A cura da sexualidade é manifestada na verdadeira parceria que surge entre pessoas que se amam e são livres para amar, que confiam um no outro e como fruto desse amor não temem nem o amor nem o desejo sexual que sentem por outras pessoas.

A cura da nossa sexualidade é estarmos prontos para entregar ao fogo da compreensão e do servir nossas mágoas, rancores, ciúmes e inveja. É não criar amarras e grades de proteção desnecessárias mesmo que a solidão e o medo do abandono nos aterrorizem. É confiar na sabedoria da vida, é se entregar á abundância do amor.

 

Foram muitos os séculos nos quais nos aprisionamos enquanto casais dependentes, que entupimos nossas esperanças com a espera do “felizes para sempre”. Acordemos dessa ilusão. Par perfeito não existe. Existe, porém, a possibilidade de reconhecer que tua felicidade não está nas mãos de uma pessoa. Existe a possibilidade de vivermos uma era de real satisfação na contemplação de que somos todos uma grande família interconectada.

 

Como mulheres, a cura da nossa sexualidade passa pela aceitação da naturalidade do desejo de querermos conectar sexualmente com mais de uma pessoa. Saber reconhecer que sim, nesse desejo pode haver luxúria, mas, há também, o autêntico aspirar pela satisfação sensorial, pela expressão da nossa força erótica e pela propulsão da energia geradora de beleza e abundância.

Eu não sou homem, mas, para mim a cura da sexualidade nos homens passa pela aceitação de sua virilidade não mais como instrumento de dominação, mas, como força propulsora de EROS e da vida. Essa força deve ser novamente entregue, em toda a sua potência, ao servir da vida, da criatividade, do belo, da verdade.

 

A verdade. Um bom começo é sermos verdadeiros conosco e com o outro e prezarmos por uma comunicação transparente. O exercício da veracidade e da transparência, por si só, gera um impulso ao investigar das nossas emoções, medos e condicionamentos.

 

A cura da sexualidade é auto-conhecimento. É o resgate da vivência tribal e do desfrutar da nossa diversidade, é o desaprisionamento dos papéis sociais do homem e da mulher, é o permitir-se saborear de interações autênticas... pura e simplesmente... conectar-se. 

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