© 2013 by Miho Mihov

  • Facebook Vintage Stamp
  • Google+ Vintage Stamp
  • YouTube Vintage Stamp

Rumo ao oriente

February 8, 2018

 

Em meio a profundos questionamento existenciais que vem brotando como fruto de intesas dores emocionais e menstruais, nessa noite eu acordei com um pensamento pairando na fronha do meu travesseiro: porque mesmo que eu saí do Daime? Porque mesmo que estreguei a farda de anos de trabalho naquele salão? 
E me veio a resposta, porque o mestre Irineu me deu essa permissão. Me ofereceu uma cura, me deu sua bênção e uma guia: vai rumo ao oriente. Aqui tu recebeu a sua estrela prateada, lá tu encontrará a tua estrela dourada.

 

Fui em busca dessa estrela, a devoção como orientação. Tomei minha iniciação Hari Nama, e fui atrás de Gouranga, Chaitanya Mahaprabhu, a lua dourada irradiante de devoção. Fui até sua terra natal e nessa jornada eu encontrei minha estrela dourada, foi aí que eu re-encontrei meu companheiro, Miho. Nesse encontro, eu abri o taro, e me chegaram três cartas, primeiro a roda do destino, simbolizando que ali se cumpriria aquilo pelo qual eu havia tanto me preparado. A segunda foi a carta dos amantes e a terceira a carta do mestre, o sol, revelando que isso não seria apenas um caso de amor, seria a vivência da própria revelação do amor.

Agora, quase 7 anos passados, contemplo como as dores e crenças limitantes que estavam impedindo essa revelação estão sendo postas à prova, uma por uma sendo evidenciadas em toda a sua amargura, acidez e adstringência. Nesse momento, a presença do mestre que revela esse amor é sentida como uma corrosão, como uma expurgação. Vem corroendo as paredes aparentemente sólidas das construções mentais. Vem mostrando a amargura de estar presa em emoções reprimidas, em medos não reconhecidos. Vem expurgando a crença baseada na ideia de separação. Ah como dói! No âmago da identidade! Dor que já traz em si a transmutação.

 

Ah sol dourado que nasce lá no oriente e se põe no ocidente! Ilumina bem fundo os porões desse coração. Ou seria do meu ventre?! Das minhas entranhas! As profundezas desse mar de emoções!

Venha mestre querido, mestre Amor, mestre Devoção, mestre Coragem, mestre Verdade, se instala no trono desse coração. Desabrocha a flor de lótus, revela os potenciais do infinito que pulsa, como que desejando, através de mim, tomar forma. Me alembra da estrela dourada e da guia prateada, luz que nunca se apaga. Vigor que à fonte retorna.

 

Cabeça de Ganesha, afiada língua de Kali, venha orientando e cortando os maus fazejos, clareando o caminho, limpando a mente para os pés de Shiva-Shakti se manifestarem, para a dança de Nataraj a esses olhos se revelar. Eu peço em prece, com as mãos em oração, acorde em mim, oh grande Durga, o poder da Criação. Te vejo sentada no tigre, feras a dominar. Vai cortando com a espada do conhecimento, para que o controle seja posto à serviço do discernimento.

 

E, em fim, fito a beleza de Lakshmi, graça, pureza e prosperidade. Me saúda com a alegria de provar a abundância do Ser, tudo se versa, tudo se faz poesia, indelével bem-aventuranca, pureza de toda criança! 
Não há limites para o amor, ele dança a Criação, faz cada um de nós existir, é a ordem que coordena o caos, o caos que se instala para fazer notar a mais perfeita ordem, muito além de qualquer ideia de perfeição!

 

Om Gurudeva namo namaha!

Please reload

Featured Posts

O que é a Terapia Tântrica

May 31, 2019

1/6
Please reload

Recent Posts

February 8, 2018

Please reload

Archive
Follow Us
Please reload

Search By Tags